terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Anel dos Nibelungos


Quero despir-me das palavras

com as quais você me veste.

Canto o lamento com exatamente

o mesmo arranjo dos suicidas.

Dobro as vozes difusas daqueles

que já não podem cantar.

Valei-me Deus!

Ateu que sou, minha essência

se arrefece.

Para esta noite eu não sirvo.

Quimeras mil triste.

Brincadeiras da alma,

é a realidade invadindo o sonho.

Tentei sorrir, suspirar alto

e intrépido, irônico e exagerado.

Sou negativo, sombrio,

traiçoeiro como um pântano.

Ah, escorro e esqueço.

Como um desperdício.