quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Dedicatória.


Hoje

por incrível que pareça, é um dia especial.

nunca gostei de aclamações natalícias.

Meus aniversários, salvo raras ocasiões,

tornaram-se motivo de festividade.

Festejar o quê? a proximidade do fim?

Que bobagem.

Estou para além do aquem.


Estar com alguém que se ama, compartilhar

com os amigos, menosprezar os inimigos,

rir dos desajeitados e dos incautos.


Sofrer é o melhor remédio - por opção, é claro -

mas a cura é como um longo caminho.

Um passo após o outro.

Ergo um pé, abaixo o outro, ergo, abaixo,

e quando menos se espera os saltos chegam,

a energia nas pernas e a dança começa.

Primeiro envergonhada com sorriso acanhado.

Depois descompromissada e no ouvido algumas

terças sobrepostas, violões, percussão, teclados e

um irreverente texto em inglês, que fale de amor,

que fale dos encontros estrategicamente não planejados.

Da minha insistente briga, comigo mesmo.


Não cobro nada de ninguém, não quero.

Ih, sou sujo com isto.


Então, dedico este dia "aos vermes que primeiro roerem as minhas

duras e frias carnes",

À dolência,

aos personagens,

aos desconhecidos,

aos palhaços,

à Bataille,

às horas erradas,

ao chegar derrepente,

aos meus dedos,

ao merecimento,
.


Feliz aniversário, Thiago.