
Não sei por quê.
Aprendi a respeitar sua promessa
e constranger-me com seu silêncio.
Como vai ser noutra existência?
Eu pensava ser apenas orgãos e placenta
e vontade surdina de posse.
Às vezes, é um blues com direito
a rodopios e drinks.
Quereria enforcar seu direito social,
esmagar seus ovários e cuspir-lhe
insultos, injúrias e calúnias.
Tal como ave de rapina, no ninho,
arrancar-lhe os olhos.
Bicar seu rim e deixar sua carcaça
putrefada à espera dos vermes redentores.
Na ilusão de um corpo,
minha casa vazia e despedaçada.
Pois assim é a vida que eu pedi a Deus.