
Meus amigos estão cansados das minhas dores homeopáticas.
Da vidinha pardacenta que ultimamente eu escolhi viver.
Olhos semicerrados, ombros arqueados, mãos em alerta
para barrar a aproximação febril e desventurada de até
mesmo uma folha bruxuleante despencada de um Ipê-Amarelo.
Uma nota aguda e irritante comprime a garganta.
Mas cala-se densa e cancerígena quando o ar faceiro brinca
de sopro de vida ao entrar nos pulmões enegrecidos de alcatrão.
Meus amigos estão preocupados com as putas mal pagas,
com o peso das asas dos anjos, com o rosto tão estático e não corrompido
da Pietá, com os bueiros arrotando servidão.
No mapa da ideologia, eles ficam parados e silenciosos como se estivessem
posando para um pintor.
Eles não sabem o que fazem e mesmo assim tentam criar regras para o
parque humano.
Sejam bem-vindos ao deserto do real.
Sintam-se sufocados e esmagados, revoltados,sujos e escarrados.
EU VOS BATIZO EM NOME DA MORTE,DA HUMILHAÇÃO E DO CRIME.
E despossuídos de hipocrisia, salve-se quem puder.
EU?!
Sou um verbete sarcástico.
Colecionador de mistérios solucionáveis,projetos encadernados,olhares desviados,
de fome, de aluguel,de vícios e dores, de unhas bem cortadas e sapos amarelos.
de letrinhas pintadas de azul e borradas com o amarelo que sempre falta no estojo.
Remo meu barco no pântano em um reino de um príncipe cujo desejo perpétuo é saltar dos contos de fadas e desfrutar amores líquidos, ou apenas dirigir um táxi.
No balcão da clínica da fantasia,peço um café com conhaque.
A recepcionista não fala minha língua.
Às favas com todas as cadelas.
no cálice das palavras bebo imaginação e gozo.
Da vidinha pardacenta que ultimamente eu escolhi viver.
Olhos semicerrados, ombros arqueados, mãos em alerta
para barrar a aproximação febril e desventurada de até
mesmo uma folha bruxuleante despencada de um Ipê-Amarelo.
Uma nota aguda e irritante comprime a garganta.
Mas cala-se densa e cancerígena quando o ar faceiro brinca
de sopro de vida ao entrar nos pulmões enegrecidos de alcatrão.
Meus amigos estão preocupados com as putas mal pagas,
com o peso das asas dos anjos, com o rosto tão estático e não corrompido
da Pietá, com os bueiros arrotando servidão.
No mapa da ideologia, eles ficam parados e silenciosos como se estivessem
posando para um pintor.
Eles não sabem o que fazem e mesmo assim tentam criar regras para o
parque humano.
Sejam bem-vindos ao deserto do real.
Sintam-se sufocados e esmagados, revoltados,sujos e escarrados.
EU VOS BATIZO EM NOME DA MORTE,DA HUMILHAÇÃO E DO CRIME.
E despossuídos de hipocrisia, salve-se quem puder.
EU?!
Sou um verbete sarcástico.
Colecionador de mistérios solucionáveis,projetos encadernados,olhares desviados,
de fome, de aluguel,de vícios e dores, de unhas bem cortadas e sapos amarelos.
de letrinhas pintadas de azul e borradas com o amarelo que sempre falta no estojo.
Remo meu barco no pântano em um reino de um príncipe cujo desejo perpétuo é saltar dos contos de fadas e desfrutar amores líquidos, ou apenas dirigir um táxi.
No balcão da clínica da fantasia,peço um café com conhaque.
A recepcionista não fala minha língua.
Às favas com todas as cadelas.
no cálice das palavras bebo imaginação e gozo.

