sábado, 5 de janeiro de 2008

Da renascença


É um absurdo estar no mundo.

nesta perturbadora narrativa.

Apoplético,

não sei se sou sonho ou realidade.

Das jóias indiscretas


O mar não está pra peixe.


não é Clô?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Medos privados em lugares públicos


Pecados íntimos


Foda-se o maquinista,

a luz amarela-plúmbea,

a esfirra em forma de cona.

Estamos tristes novamente.

Morte em Veneza


quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ofensas à Santa Madre Igreja


Eles rezam e suplicam a Deus pelo

perdão de nossos pecados.

Ah, sou tão grato pelos nobres remorsos

polidos pela brancura dos mármores da sacristia.


Tormento ocre e pestilento,

vomita teus santos de teus pedestais.

Embalado que fui por certos turíbulos

indignos e mesquinhos.


Que alminhas ingênuas...

chorandinho em segredo.

Todo mundo fingidão.

Nojosas alminhas.


Fadinhas lésbicas,

carolas desastradas.

Hoje é domingo, dia santo.

Não é dia de fazer você sabe o quê!


Vem vá...


O andor estava à frente,

o santo abençoava nossa triste sorte.

O padre me convidava para uma reza especial

na casa paroquial, dizia que tinha mais água benta

guardada em seus culhões.


Eu renego seu Deus e suas ilusões manipuladas.

Sou mais antigo que a humanidade.


Andavam àquela guisa.

Elegia


És louco.


és um louco genial.


És fantástico, és fantástico, és fantástico.

És um louco fantástico.


És cínico.


és um cínico genial.


Eu sou poeta.


És patife.

Consulta


Estou doente.

Meu médico prescreveu

champanhe gelado e cigarros de cereja.