
Eles rezam e suplicam a Deus pelo
perdão de nossos pecados.
Ah, sou tão grato pelos nobres remorsos
polidos pela brancura dos mármores da sacristia.
Tormento ocre e pestilento,
vomita teus santos de teus pedestais.
Embalado que fui por certos turíbulos
indignos e mesquinhos.
Que alminhas ingênuas...
chorandinho em segredo.
Todo mundo fingidão.
Nojosas alminhas.
Fadinhas lésbicas,
carolas desastradas.
Hoje é domingo, dia santo.
Não é dia de fazer você sabe o quê!
Vem vá...
O andor estava à frente,
o santo abençoava nossa triste sorte.
O padre me convidava para uma reza especial
na casa paroquial, dizia que tinha mais água benta
guardada em seus culhões.
Eu renego seu Deus e suas ilusões manipuladas.
Sou mais antigo que a humanidade.
Andavam àquela guisa.