segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Olhos sem rosto.


Não falo para ser ouvido.

Não canto para agradar vocês.

Não respondo para satisfazê-los.

Sou incógnita.

Com minhas lágrimas desenho a tempestuosa

tempestade prevista em meus sorrisos e nas

nuvens pesadas que carrego em meus olhos.

Grandeloquente testemunho. sinfonia Bethoveniana.

Ardentes trevas e obscuras paixões.

Meus dentes ocos e duros mordem os orgãos vitais

de teus escrúpulos. teus ideais me são desconfortáveis,

porque neles a vida se escapa.

e porque fugidio são seus olhos.

Meu corpo se entrega ao que vocês chamam de droga - com

ela homenageio cada traço insignificante de vosso ser.

Trago sempre em meus ouvidos as harmonias mais confusas.

Quero destruir vossos sonhos e anedotas com escarros afiados.

Ousado, desproporcional, absurdo, proibido original e estranhamente belo.