
Dor aguda
Dor lancinante
Da recusa
do esquecimento
da falsa perseguição
a que te submetes.
Do profundo marrom amargo
que desponta dos teus férreos preconceitos.
Porque nestas letras mortas te refaço
te interpelo te incendeio e te encanto.
Tinta aquarelada que o tempo não desbota
que a relva não desfaz
passos rápidos e largos como teus braços
teus dedos teu ombro tuas articulações
teu estômago que engole minha insensatez
com os ácidos renegados da violenta forçacósmica.
Eu te quero Eu te quero
sombra amálgama,
riso fechado cariado.