Enche-me com teus nadas entulhaço de dor.
Ainda me deves, do pó energizante, as cinzas
coadas nas manhãs impossíveis.
Sou pedra polida nas entranhas,
fracassada de um fluxo solitário.
Tateio as janelas do afeto.
Observo inscrição e seleção.
Do guache faço brotar a vida que tu me
negavas desfrutar.
Albergues já cansei de buscar e aviso-te:
sou tua sombra, teus reflexos espreito.