Da segunda vez, quando ele voltou, sorri sorrateiro.
Ele me disse "o que é ritual"?
Fitando-o percebi sua gula roliça.
Quem nos viu? A lua e o concreto.
Eu o perscruto. Todas as tardes, de mansinho.
Da lembrança em meus lençóis, o suor das brincadeiras.
Desperto em meus braços, não consegue levantar.
A noite urge e o tempo silencioso nos olha.
Com os olhos semicerrados, uniu seus lábios aos meus.
E nossas línguas se conheceram.
Então acariciei seu pescoço e sua cintura
Depois, sexo em puro delírio ardia em minha mão.