A evidência chocante.
O horizonte dormiu nos meus braços cruzados.
Um muro de cal se desfez ao toque dos meus dedos podres.
Ah, minhas mãos defuntas
dedos de grossas falanges e tortuosos adeuses.
Allegro vivace em minhas entranhas
E penso calmo
respiro de tua essência menino-mordaça.
Pressinto teus tortos dedos em meus emaranhados cabelos.
Área de restrição em teus olhos.
Num todo esfumato de amarelo teso.
Entrego-te carmins e bromélias.
Deitaste em minha profunda existência.
Em meu sonho criminoso tua inteira justiça de pedra.
leva leva
leva
lava
tua alma.
Intensamente e sem reservas
ateando meu corpo confuso e frio à tua noite absoluta.
Além de toda matemática
o meu de dentro no teu colofeito uma Pietá ninando um Jesus morto.
Se a mim fosse dado a graça de um desejo,cubriria de afagos teu infinito casto.