sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Ad eternum

O filme é seu
O passo é seu
O olhar é seu.
Mas as madrugadas são minhas.

O beijo é seu
O toque é seu
O troco é seu.
Mas as madrugadas são minhas.

O frio é seu
O café é seu
Mas as madrugadas são minhas.

O riso é seu.
Mas as madrugadas são minhas.
Humanamente minhas.
Possivelmente ocas e desesperadas.
Arqueadas sobre meus ombros.

E refaço-me,
De maneira desagradável.