quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Andrômeda

Eu te espero em qualquer esquina de poesia concreta.
A Via-Láctea é o jardim da minha história.
Eu não existo em lugares usuais.
Retiram minha cobertura de carne e escorrem todo o meu sangue.
Sou uma forma numinosa, feito luz e sombra.
Um rascunho cagado no vazio dos meus progenitores.

LUX AETERNA



- Ah, as coisas de dentro são complicadíssimas.

-Heim?

- Respiro fundo.

- Invente outras possibilidades oras; torra, de tudo, de nada, sei o chip, a celulose, a centelha, a tinta, a mão, a colcheia, ser polpudo e amarelo e átomo e canto.

Ao fechar a luz do dia, se apaziguava no que tinha que ser.

- Sou hera que te agarra.

- Come de mim. Me comendo sabes.

- Só quero deliciar-te e olhar teu jeito menino-moleque.

- Fale alguma coisa sem pensar duas vezes!

- E se você pudesse fazer sua vida valer a pena de verdade?

- Ficaria atordoado e perplexo.

Les amis.


- Vomitei o meu amor na tua boca.

- Quero teu ressentimento e tua inveja.

- Sou mesquinho e corrompido.

- Beije-me , se quiser.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

PERGUNTOCOISA DISSECOTRIPA


INOCÊNCIA PISADA.


MISÉRIA ANÔNIMA.

Do que são feitos os dias?


De abalos císmicos.

Histórias que não acabam nunca.

Caótico, intensos.

Publicações.

Alminhas magras

nos longos corredores de concreto.

Hiatos intoleráveis... de ocos invejosos.

Triste e solitário.


Ah, isso é segredo.

Inesperado.


Se nascer, é tudo tão incerto.

Como o brilho de uma estrela.


Só é bom se doer.


" Na beira dos rios da Babilônia,

nos sentamos a chorar."

POPULE MEUS.


ET INCARNATUS EST.
JORRANDO INSANIDADES.
ALIMENTANDO O VENTO COM
MINHAS MÃOS.
MÃOS DE ERVADANINHA.

Que era santo e milagreiro...


Nunca pari nada que prestasse.

Não tenho santo padroeiro.

A mão de Deus sempre me

chama para a desgraça.


Os bichos,

estão comendo meus olhos bonitos.