sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Ofensas à Santa Madre Igreja.

Tal qual cadelinhas
de tão safadinhas
freiras siriricam.

O terço que nada
pica encantada
só meter e gozar.

Beatas singelas
bucetas gamelas
flor do campo da fé.

O véu de pureza
encobre pobreza
do teu cú que pisca.

Fiéis a bondade
a leviandade
comungam esterco.

Em toda cidade
sem contar idade
um pinto engolir.

Ao fim desta prece
fé que enobrece
santas putas, amém.

Casa Ruim.

Ah, puta vadia - não mereces nem ao menos seres citada.
Mas compadeço-me da buceta que carregas nos vãos de tuas
tortas pernas e do insólito útero que herdaste da desgraçada fedorenta que te pariu.
Cadela insana, rondas o petisco mais saboroso. mas nunca o terás!
Porque não és digna dos meus jantares
porque nasceste traiçoeira e vulgar
porque na colheita, trouxeste perdição.

Em do menor

Enche-me com teus nadas entulhaço de dor.
Ainda me deves, do pó energizante, as cinzas
coadas nas manhãs impossíveis.
Sou pedra polida nas entranhas,
fracassada de um fluxo solitário.
Tateio as janelas do afeto.
Observo inscrição e seleção.
Do guache faço brotar a vida que tu me
negavas desfrutar.
Albergues já cansei de buscar e aviso-te:
sou tua sombra, teus reflexos espreito.