terça-feira, 4 de novembro de 2008

Aturdido,
seus olhos questionavam minha cruenta felicidade.
Vi quando seus dentes morderam o lábio inferior
num ataque súbito de certeza.
Eu não mais percorro suas alamedas.
Esqueci-me de seus atalhos e vielas.

Porque sou um pacto desconfortável.
Desejoso de carícias e pipas.

Em ti, o ar é rarefeito.
E o desejo é inerte.

De vazios é feita tua estrada.
Teu hálito é um engodo.

No sal, tua pele medíocre desaparece.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nunc et in hora.

Era miragem a estranha estrada de ferro?

Com seus moradores à beira,
em suas casas mal feitas.
As velhinhas com panos na cabeça
e as comadres varrendo a terra.

As crianças improvisavam o futebol
e cresciam desmerecidas de identidade.

Lá longe, o horizonte cortava suas malditas vidas.
Existência de farinha e alface.

Poderia o futuro suportar um viveiro?

Ah, que sono no colo de minha mãe.
E cheiro de papael
e fogueiras de São João.
Também cigarro de palha.

UTILIZAR A ROTA ALTERNATIVA

Naqueles dias, eu era um
temporário no meu corpo.