segunda-feira, 10 de agosto de 2009

De profundis


As coisas de dentro são complicadísssimas.
Hein?
Respiro fundo...
Invente outras possibilidades, oras;
torra, de tudo, de nada, ser o chip, a celulose, a centelha, a tinta, a mão, a colcheia, ser polpudo e amarelo, átomo e canto.
Os amantes,
Nos longos corredores.
Panorâmico estado latente, vir-a-ser, transcendência.
Dorme o leão no seu corpo de pedra em cadência livre tal qual estes versos desprovidos da linguística escolástica só para deliciar-te de meus feitos e momentos, só para eu olhar teu jeito menino-moleque.
Amão, a mão, a, mão, ele reteve
sim reteve a respiração,
por um momento a vontade de chorar principiava a nascer mole dentro do peito.
sensível ao mensageiro musical, sonho, comunicação, comida...
senti-me honrado, acariciado, inteiro existente.
As manchas? corri faceiro para o expressionismo.
Agora eu ponho em você minha mão para que você seja o meu poema, exercício e sextilha, quanta maravilha, quanto rondó - compasso e harmonia.
Ah! mães do glossário e da gramática eu não sou um escritor, só rabisco, reverso de mim mesmo.
Emoção e talento - eu me aventuro sempre, entro em todos os palcos, penetro na intimidade do próprio caso.
Eu quero ser a legião dos grandes mitos e transformar tuas experiências num exército de aflitos, desnorteados pela eloquência do meu rugido, ascenção do Iscariotes e no sábado um Jesus crucificado em cada poste.
Eu te amo de um jeito que ninguém sabe ao menos o trejeito.Em nossos corpos isto foi marcado com fogo pelo punho do Deus - Marte.
Então hera...
come de mim, me comendo sabes.
Não medita. Suga. Vai até a seiva.
Até a sutileza.