sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Canto XXI

É o azul, a cor do seu retrato.
Ele se esconde em vias de sonho.

Vestígio de Homem num corpo perseguido.

Cativo da tarde
vento terno e frio.

E carne perecível.

Desejo teu excesso.
Amputado de carícias.
pele, dentes, fissuras.

E o teu de dentro
queimando-me a garganta.