sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Canto XXX

Uns olhos-brandura alongado.
Um quadrado de vidro-temperança
e aço -condimento
no terceiro andar.
Uns jardins, busca-falo, de verde-bandeira
e chapéu panamá.

Desejo-te dolorosamente agora.
Descaminho de sombras e sagrados.
Ai, a distância...
sigilosa e imoral,
coagulada e viscosa nas mãos.

Desejo-te desde tempos antigos.
desde criança, quando sugava os polpudos da amora.

E adivinhas:
passo, espera, peixes.

Canto e toque.

Desejo-te.

Sou teu.