sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Escuta.

Reclama tua promessa.

A natureza do meu exercício é a enferma indulgência.

Examina agora a minha partida
e minhas primeiras lágrimas.

Foste vítima das minhas alegrias.
Só sei do desconforto da tua gente.
De um talvez sorriso pardo e um caminhar ingênuo.

Encontrar-me foi um capricho da sorte.
Um curioso mistério.

Agora,
sou a fome que te devora.

Venite.

Escarro infortúnios.

No labirinto das minhas entranhas um nada brutalmente apaixonado.
Como uma natureza tranqüila particularmente aprisionda num quadro.

Jamais revelo para ti as horas da manhã.

Percorro semanas infames,
de corações partidos e jardins libertinos.

Um pequeno alfinete em minha anatomia perfeita e desejada.

Na verdade,
vocês não compreendem.
Feito albergue. Tribunal e prisão,
Curiosa atitude.
Primeira razão.