sábado, 10 de janeiro de 2009

Do contrário.

Levo o menino.

Sonho estardalhaço.
Uma ave preta bebendo uísque.

Ainda vivo?

Engulo e suspiro e deslizo o dedo no bico do teu peito.

Vi as formas.
De uma matemática suspensa.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Equacionável,

Parece que vai cuspir funduras.
E chorando, deu conta de que tudo estava vazio.

Tem quintal lá?
tem amora e banana?

Tem pedrinhas bonitas no muro.

Eu tenho antipatias por nada.
Meu traseiro à mostra.
Gruda,
fosco,
treliças,

Deslizava o verbo em minhas pernas.
Isso me preocupa.

De estar assim feito papel agitado e surrado.

Vértice,
Vértice,
Vértice.

Voga.
Porque existe saída e tens intenção.

Canta canta

canta.

Tua alma em festa.

E benfazejo é teu riso.

Das flores que espalha

De tua magnífica torre.
Segura e profunda.
Exuberante vitoriosa.

Mesmo entre espinhos,
seiva caudalosa.

Dos eventos, tua casca manchada e ferida,

protege.

Ah... neste vale és encantadora.

Abriga os seres
E os regenera.

Corpo cobaia

Olho para ele.

Pobre e miserável.
Repleto de impurezas.

Seiva inquieta e relutante.
De transparências e grossuras.
E quebradiços ressecados.

Em ti habito.
Janelas escancaradas,
tremores azuis.
Fenda atrevida e atribulada.
Te toca e assusta.
Suspira e leva.

Trânsito das borboletas.
Guardo a vida em bolinhas de sabão.

E canto no teu sono.