terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

IV

Agora
sei de um segredo.
Eu toquei no proibido
Calmo, olhava para ele.

Imobilizado - loucura ou realidade?
Artesanato da vida é o agora em mim.

Adivinha-me adivinha-me.

Os braços cruzados
o cigarro queimando as pontas dos dedos
a grandiosa indiferença quieta e alerta.

Desencavei o futuro
triste gota escorregadia em teus flancos.
Mesquinhez e medo de amor.

III

Queria ser santa
e pedra e escada.
A luz no baixo ventre e uma faca.

II

Aquieta-te,
deixa-me limpar do teu peito o molhado colado e nodoso
apenas carícias e pesos
um luxo de escuridão e virilhas.

Eu queria também, sim,
isso mesmo,
tocar teu medo, tua vaidade,
existir em tuas letras.
O quê? O quê, meu Deus?
Está ouvindo?

A tua esfarrapada alma
teto e nojo.

Olha lá no fundo, vai
e lambe o dedo.
É apenas sexo saudável - sangue cheiro e vida
e morte - tudo muito natural.
Que bobagem óóóóóóóóóóóóóhhh
não perdoo recusa e incompreensão,
o nada grudado à alma.
Ser imundo, a faca e a pedra

É horrível não?
Misterium iniquitatis.