terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

II

Aquieta-te,
deixa-me limpar do teu peito o molhado colado e nodoso
apenas carícias e pesos
um luxo de escuridão e virilhas.

Eu queria também, sim,
isso mesmo,
tocar teu medo, tua vaidade,
existir em tuas letras.
O quê? O quê, meu Deus?
Está ouvindo?

A tua esfarrapada alma
teto e nojo.

Olha lá no fundo, vai
e lambe o dedo.
É apenas sexo saudável - sangue cheiro e vida
e morte - tudo muito natural.
Que bobagem óóóóóóóóóóóóóhhh
não perdoo recusa e incompreensão,
o nada grudado à alma.
Ser imundo, a faca e a pedra

É horrível não?
Misterium iniquitatis.