O vestígio de todas as solidões
se faz pergunta em meu rosto.
Gasto e tomado de existência
procuro funduras no gosto do fruto.
Haverá tempo?
Herdeiro de mim mesmo
meu escuro nome
sombria ilha
e súplicas de carne amolecida.
Entardeço
versoinstante dentro de mim.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Canto XXV
Desejoso da proporção
Apalpado de obsceno
Carregado de susto.
Chamei-te Noite.
Beijado pela fantasia
do ontem, olho da razão
memórias do invento.
Chamei-te Noite.
Tinha os braços pesados do espanto
as costas duras de culpa
e a fronte afundada em veneno
Chamei-te Noite.
Às escondidas terroso e barriga vazia
corpos doentes estufados de química
Pestilenta e cansante mágoa.
Chamei-te noite.
Que te encerras este possuir?
E esta boca seca que faz das letras um caminho?
É um grande riso - pensamento homem de carne
distante e farto e róseo.
Parece o de sempre encantado.
Chamei-te Noite.
Apalpado de obsceno
Carregado de susto.
Chamei-te Noite.
Beijado pela fantasia
do ontem, olho da razão
memórias do invento.
Chamei-te Noite.
Tinha os braços pesados do espanto
as costas duras de culpa
e a fronte afundada em veneno
Chamei-te Noite.
Às escondidas terroso e barriga vazia
corpos doentes estufados de química
Pestilenta e cansante mágoa.
Chamei-te noite.
Que te encerras este possuir?
E esta boca seca que faz das letras um caminho?
É um grande riso - pensamento homem de carne
distante e farto e róseo.
Parece o de sempre encantado.
Chamei-te Noite.
Uns polpudos.
A voz num tom de prece
e ares de fundura laqueada
há muito tempo disfarçando o alagado de nojo.
Lentas passadas na santa avenida,
engole o fornicar da história.
Molengo, escavado, relutante.
Vitaminas pela manhã.
Um Isso espasmódico e violento.
É um corpo-quadro
Que coisa te movia?
e ares de fundura laqueada
há muito tempo disfarçando o alagado de nojo.
Lentas passadas na santa avenida,
engole o fornicar da história.
Molengo, escavado, relutante.
Vitaminas pela manhã.
Um Isso espasmódico e violento.
É um corpo-quadro
Que coisa te movia?
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