segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nunc et in hora.

Era miragem a estranha estrada de ferro?

Com seus moradores à beira,
em suas casas mal feitas.
As velhinhas com panos na cabeça
e as comadres varrendo a terra.

As crianças improvisavam o futebol
e cresciam desmerecidas de identidade.

Lá longe, o horizonte cortava suas malditas vidas.
Existência de farinha e alface.

Poderia o futuro suportar um viveiro?

Ah, que sono no colo de minha mãe.
E cheiro de papael
e fogueiras de São João.
Também cigarro de palha.

UTILIZAR A ROTA ALTERNATIVA

Naqueles dias, eu era um
temporário no meu corpo.