
Ah, o transpassar das brumas.
Arde em mim uma inefável fonte de calor.
Tal qual chuvisco no farol
você transforma-se em neblina oca e insolente.
Então na escuridão movimento-me sobre teu
espelho quebrado,
dissoluto de teu ignorante
sentimento, contemplando teu dietético suspiro.
Com voz rouca e confiante desejo flanar na tua
matéria cheia de contrastes.
Um baú de interjeições em noite de lua crescente.
Devaneio insandecido.
No tempo ele vem.