sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Se os meus sonhos fossem tão altos...


Ah, o transpassar das brumas.

Arde em mim uma inefável fonte de calor.

Tal qual chuvisco no farol

você transforma-se em neblina oca e insolente.

Então na escuridão movimento-me sobre teu

espelho quebrado,

dissoluto de teu ignorante

sentimento, contemplando teu dietético suspiro.

Com voz rouca e confiante desejo flanar na tua

matéria cheia de contrastes.

Um baú de interjeições em noite de lua crescente.

Devaneio insandecido.

No tempo ele vem.